
O que é competência? De onde vem o termo? Quais suas implicações para o ensino brasileiro?



Diante dos cenários educacionais vigentes, aonde a violência é fenômeno constatado e fortalecido na sociedade, vale questionar: “Qual é o lugar da emoção na racionalidade? Como a teoria da racionalidade discute a emoção na educação?” Essas questões são necessárias para pensar-fazer na/da educação. Creio que, somente interrogando se pode pensar a relação entre a emoção e a racionalidade, ou seja, fazendo-as presentificadas em ato, ao mesmo tempo em que objeto do pensamento, a emoção e a teoria da racionalidade se efetiva. Trago aqui, meu sentimento de tristeza, indignação e inquietação quanto ao aumento da violência e da não aprendizagem na escola. Quanto a razão, em poucas palavras, elaborei uma síntese textual como exercício da racionalidade. A emoção mobilizando a racionalidade e vice-versa. Eis que começo a escrever e sob muitos cortes, para dar conta e talvez alguma razão, agora compartilho algumas das idéias (sempre em elaboração) para quem se sentir, também indignado com a situação educacional vigente, possa se manifestar. Pois é preciso discutir para compreender o que sustenta a distância entre o teorizado e o praticado na educação para minimizar ou estirpar a violência. Muito já foi teorizado sobre algumas dicotomias/tensões/conflitos sobre esta temática. Aqui, outras considerações são levantadas para nosso espaço de “prática discursiva” blogueria.Sabemos ser a racionalidade objeto da filosofia, da economia, da psicologia, da sociologia, da robótica e tecnologias, também, o é da educação. É valido perguntarmos como estamos nos apropriando dela. Quais são os diferentes caminhos adotados pela educação para exercitá-la? Alguns usam da psicologia para pensar a educação, outros da sociologia ou outras convergências entre áreas. Acredito na criação de significados para romper com a violência. Criar no sentido de conhecer, compreender, estabelecer idéias, conceitos e sentimentos sobre o outro, a vida e a sociedade . Ao desenvolver a criação na escola estaremos fortalecendo a força criadora das significações, carregados de elementos variados e distintos mas, relacionais, como: conceitos, idéias, valores, imagens, de natureza humanizadora.
Agora questionamos: como cada elemento pode interferir na racionalidade? Pensaremos, hoje, nas duas categorias de emoções propostas por Damásio. As primeiras são denominadas de emoções primárias, como o medo, a ansiedade, a fúria, a raiva, a tristeza, a felicidade e o nojo. As segundas, ditas emoções sociais, são as expressões de simpatia, compaixão, embaraço, vergonha, culpa, orgulho, ciúme, inveja, gratidão, admiração, espanto, indignação e desprezo. Como processos/estados psicológicos, as emoções funcionam na gestão dos fins dos indivíduos e são tipicamente provocadas por julgamentos de acontecimentos cotidianos, podendo deduzir que as emoções “carregam” os pensamentos. Em síntese, a educação reprodutora pode ser por admiração ou raiva/negação do outro ou de si e se favorecer a racionalidade instrumental ou técnica, porque seguir as regras é o mais adequado. Daí professores “obedecerem” as “normas” da escola/sociedade, do silêncio frente a violência.
As mesmas emoções ou de ser simpática ou de desprezo pode gerar outra racionalidade. Agora a prática, sustentada pelo conflito, pensado na ação, mas ainda presa a “educação herdada”.
Por fim, as emoções sejam primárias ou sociais, só são transformadoras quando o ser for apaixonado ou estiver indignado. Isto porque, o seu pensamento se abre para se estruturar e funcionar sob bases problematizadoras, críticas e emancipatórias. Eis a racionalidade critica.
Vale observar que as emoções primárias ou sociais podem delimitar, mas não determinar o pensamento. Ambas podem obter pensamentos de base reprodutivistas ou inovadoras. Isto nos autoriza a dizer que o que leva a educação a ser transformadora, criativa e crítica é o exercício da filosofia educacional, não enquanto disciplina ou teorização, mas atitude dialógica com diferentes áreas do conhecimento e como escolha deliberada e como prática do pensar-sentir a não violência.
A publicidade nefanda da indústria do álcool faz parte de uma série de fatores que incentivam ao consumo da bebida, apesar da literatura científica, também fazer menção ao fato histórico do álcool existir muito antes da propaganda organizada, como afirma a pesquisadora Florence Kerr-Corrêa.Autora: Glauciane Carvalho (em 13-04-2009 às 15:24h)
Fonte: Trecho da Pesquisa:
Bebidas Alcoólicas: as consequências nefastas para a sociedade civil em uma dimensão jurídica
Orientadora: Prof. Drª Cristina Novikoff
Toda a história da humanidade foi, e é, marcada por uma série de conflitos: políticos, econômicos, sociais, religiosos...Fonte: Site A página da Educação (artigo extraído na íntegra)
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Um blog de estudos e debates labirínticos. Este blog é ao ao mesmo tempo um instrumento para propiciar o diálogo, um lugar para se promover a expressão livre sobre temáticas canalizadas na/da/para o ensino e a aprendizagem em todos os níveis.
Examinar, conjuntamente, a relação intrínseca entre esses dois processos que só são separados para uma apresentação conceitual. O debate intelectual, esté é o nosso objetivo. Aqui, nos interessa que a comunicação seja ágil e breve para fluir idéias de modo inclusivo.