domingo, 4 de abril de 2010

Colóquio discute políticas educacionais e exclusão social

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) promove, entre os dias 11 e 14 de abril, o Colóquio Internacional sobre "Políticas educacionais e exclusão social na América Latina". O evento acontece no campus Maracanã da Universidade, no auditório 11 e no Teatro Noel Rosa. Entre os temas que serão abordados, estão o desafio da igualdade nas políticas sociais na região e os processos de mobilização e direito à educação. Mais informações pelo site http://www.clacso.org.ar/.


Fonte: Uol Educação

Provinha Brasil está disponível para gestores

Está disponível a versão digital da primeira edição da Provinha Brasil de 2010. Os gestores interessados na sua aplicação podem acessá-la pela página eletrônica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (http://provinhabrasil.inep.gov.br ).
No mesmo endereço virtual, professores e gestores podem se informar sobre os objetivos da prova, formas de participar, características, aplicação e resultados. Também está disponível todo o material relativo às edições anteriores.
Para baixar o material, os secretários de educação devem utilizar o CPF e a senha de acesso do sistema Educacenso. Não é necessário imprimir as provas e demais documentos referentes, porque todo o conjunto da Provinha Brasil já está sendo distribuído pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para todos os municípios das 27 unidades da Federação.
A Provinha Brasil foi criada em 2008. É um instrumento de avaliação que permite a realização de um diagnóstico do nível de alfabetização das crianças das redes públicas de ensino após um ano de escolaridade. Para isso, a prova é aplicada aos alunos matriculados no segundo ano de escolarização, em dois momentos: no início e no final do ano letivo. A aplicação da provinha é voluntária e deve ser coordenada pelas redes estaduais e municipais de educação. A correção das provas e utilização dos resultados também é atribuição das redes.
O acesso ao material do primeiro semestre de 2010 é restrito aos gestores das secretarias de educação. Em novembro de 2010, estará disponível para todo o público.

Fonte:  Uol Educação

sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal

Para fechar o ano fazemos avaliações e nem sempre fazemos auto-avaliações. Apesar de inúmeros trabalhos sobre a necessidade de avaliarmos o nosso próprio caminhar, nem sempre o fazemos. A teoria fica em algum lugar da estante ou arquivado numa mídia eletrônica. Aqui, neste momento, convido a todos os leitores a um brinde para cada aluno conquistado e aprovado; para cada aluno que ao ser reprovado, também aprendeu a disciplina ou mostrou que aprender exige esforço; para cada aluno que mesmo no apagar das luzes conseguiu dar a virada; para cada aluno que mesmo estando presente não conseguiu se desenvolver, mas compreendeu sua retenção; para cada aluno que mesmo sem compreender a matéria, ainda consegue entender o valor da educação e não desiste dela. Apesar destes, outros podem ter sido os resultados. Portanto, permita-se viver como o semeador, o jardineiro, o educacdor que busca o discernimento entre o sim e o não, que vive, erra e acerta, mas acima de tudo insiste em buscar o acerto.

Boas Festas e uma Ano de Alegria e Harmonia

sábado, 12 de dezembro de 2009

Feliz Aniversário, Professora Doutora Cristina Novikoff!





Muita luz, sonhos, saúde, sucesso, prosperidade
e conquistas maravilhosas em sua vida!!!

Grande beijo!

Terezinha Fatima Martins (Mestranda em Letras e Ciências Humanas - UNIGRANRIO -)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vale a pena orientar no Brasil?

Após ler o texto abaixo fica a indagação sobre a orientação de dissertações e teses. Todos sabem (pelo menos os professores que trabalham nos programas stricto sensu) que mergulhamos nos estudos juntos com nossos orientandos, inclusive corrigimos os textos sintaticamente e semanticamente. São horas dedicadas de produção junto ao orientando para no fim sermos destituídos do direito de publicar como co-autor. O que a sociedade espera dos que fazem ciência? Vamos ampliar as discussões e o sentido de pesquisa, sua produção e divulgação. E, urgentemente, revisitar o sentido de ética. Imaginem o cenário brasileiro após o episódio abaixo enviado por e-mail e publicado em vários espaços como este nosso. (Cf. http://www.eng.uerj.br/noticias/mostra.php?id=1259245666)
"ORIENTADOR NÃO É CO-AUTOR. DECISÃO JURÍDICA EMITIDA CONTRA UM PROFESSOR DA UFPR
Prezados Colegas
No último dia 15 de novembro foi publicada matéria na Gazeta do Povo relatando que o Prof. Miguel Noseda, de nosso Departamento, juntamente com a UFPR foram condenados por usurpação de autoria de trabalho científico. O prof. Miguel e a Universidade deverão recorrer da sentença. Entretanto, apontamos a preocupação com o teor da sentença que afeta a todos os orientadores que trabalham com pesquisa científica, experimental e financiada, em todos os níveis de orientação, da forma que conhecemos. Salientamos que pontos descritos na sentença estabelecem que o orientador não é co-autor do trabalho desenvolvido, levantando aspectos importantes envolvendo a propriedade intelectual da instituição, os financiamentos obtidos pelo orientador para realização da pesquisa, as publicações/patentes decorrentes da pesquisa, etc. Consideramos importantíssimo que esses pontos sejam discutidos nesta Universidade, pois acreditamos que a sentença emitida afeta a todos os orientadores/pesquisadores e, neste aspecto, ratificamos nosso apoio ao Prof. Miguel. Abaixo, colocamos alguns pontos para localização e entendimento do problema e posterior discussão Abraços a todos Leda Chubatsu e Fany Reicher Depto. de Bioquímica e Biologia Molecular Setor de Ciências Biológicas 1. Em março de 1997, Gladys A. H. Majczak ingressou como estudante de mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências-Bioquímica da UFPR sob orientação do Prof. Miguel Noseda e defendeu a dissertação de mestrado em agosto de 1999. No período de 03/97 a 02/99 recebeu bolsa CAPES-Demanda Social. 2. Em maio de 1999, durante a XXVIII Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq) em Caxambu-MG, foi apresentado um resumo e poster contendo resultados obtidos durante o desenvolvimento da dissertação de mestrado. Neste resumo, a ordem dos autores foi: Majczak, Duarte e Noseda. 3. Em 2001, o trabalho foi novamente apresentado, na forma de resumo e pôster, durante o XVII International Seaweed Symposium realizado na África do Sul. Neste resumo a ordem dos autores foi: Noseda, Majczak e Duarte, sendo apresentado pelo prof. Noseda que participou o evento. Este trabalho recebeu a premiação "Japan Seaweed Association Poster Awards", durante o simpósio, valor de US$500,00. Este trabalho foi publicado posteriormente numa forma expandida no livro "Proceedings of the 17th International Seaweed Symposium" e a ordem dos autores foi Majczak, Richartz, Duarte e Noseda. O processo judicial foi iniciado por Gladys Majczak acusando o Prof. Noseda de "usurpação de autoria de trabalho científico" referindo-se ao resumo apresentado e premiado durante o Simpósio na África do Sul. A defesa do Prof. Miguel baseou-se na co-autoria do trabalho. A sentença caso foi emitida em 03 de novembro (de acordo com a Gazeta do Povo) Para atribuição da sentença, a juíza cita os artigos 11 e 15 da Lei no. 9.610/98 sobre co-autoria : *Art. 11. *Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica. *Parágrafo único. *A proteção concedida ao autor poderá aplicar-se às pessoas jurídicas nos casos previstos nesta Lei. *Art. 15. A co-autoria da obra é atribuída àqueles em cujo nome, pseudônimo ou sinal convencional for utilizada. * *§ 1º *Não se considera co-autor quem simplesmente auxiliou o autor na produção da obra literária, artística ou científica, revendo-a, atualizando-a, bem como fiscalizando ou dirigindo sua edição ou apresentação por qualquer meio. *§ 2º *Ao co-autor, cuja contribuição possa ser utilizada separadamente, são asseguradas todas as faculdades inerentes à sua criação como obra individual, vedada, porém, a utilização que possa acarretar prejuízo à exploração da obra comum. Abaixo estão transcritas parte do texto da sentença (...) Desse modo, as monografias, dissertações ou teses têm uma característica dialogal, de conjunção de dois fluxos intelectuais, sendo um o autor e outro o orientador (coadjuvante), que apenas aconselha, orienta e o dirige. A função do orientador é trazer à tona novas idéias, achados, ensinamentos que o fluxo criativo do orientado produzirá. O orientador não escreve, não redige o conteúdo e a substância do trabalho. Se agisse dessa maneira, estaria violando as regras do programa de pós-graduação /stricto sensu/. (....) Embora seja importante a contribuição do Professor Miguel para a obtenção dos prêmios no Simpósio Africano, porquanto foi ele quem viabilizou sua apresentação, isso não tem têm o condão de conferir-lhe a condição de co-autor. Quando muito, poderia ser nominado colaborador. A produção científica estava completa, ocupando-se o Professor, no propósito de apresentar o trabalho, da adoção de procedimentos meramente burocráticos (elaboração de resumo, inscrição e apresentação). A prova produzida evidencia que a autora foi quem pesquisou, redigiu, elaborou e completou a produção científica. (...) No caso /sub judice/, diante dos elementos de convicção constantes nos autos, considero que os fatos aqui abordados são gravíssimos, uma vez que o réu Miguel Daniel Noseda agiu de má-fé, enviando um trabalho de autoria de GLADIS para um Simpósio na África do Sul, se intitulando co-autor, juntamente com outra professora... (...) *III. DISPOSITIVO* Diante do exposto, julgo procedente o pedido para declarar a autoria exclusiva de Gladis Anne Horacek Majczak do trabalho apresentado no XVII Congresso Internacional de Algas Marinhas, na África do Sul, intitulado "Atividade Anti-herpética da Heterofucana Sulfatada Isolada de Sargassum Stenophyyllum", e condeno o réu Miguel Daniel Noseda a: a) proceder à retificação do nome do autor no trabalho junto à comissão do evento (...)" Confiram em
UFPR - Universidade Federal do Paraná Setor de Ciências Exatas - Departamento de Química Cep 81.531-980 - Curitiba - PR - BR Tel: (41) 3361-3269 Cep 81.531-980..." * Gustavo A. Giménez Lugo, Dr. Federal University of Technology-Paraná - UTFPR Department of Informatics - DAINF Av. Sete de Setembro, 3165 - Rebouças 80230-901 Curitiba PR Brazil gustavogl at utfpr.edu.br voice: +55 41 33104644
http://www.blogger.com/dainf.ct.utfpr.edu.br fax: +55 41 33104646"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Professor: dia?

Só para refletir ...Fica um pouco do muito a ser dito do nosso dia!??
"Muitos já são os estressados, os roucos, os mudos, os surdos, os depressivos, os enfartados, os fartos (ah, os fartos do ofício!), entre nós, professores. Mas também muitos já são os agredidos, os mutilados, os ameaçados de morte e por fim os mortos de fato. Mas esses números quase nunca aparecem. Especialmente nas propagandas dos partidos e políticos eleitos, ou dos que lutam para se eleger. Para ambos, a educação é, e sempre será, o “futuro da nação”, refrão já roto de tão usado, uma falácia que não causa mais efeito algum. Para estes é claro que os problemas existem, mas também não são tão graves a ponto de merecerem real atenção.Essa técnica, aliás, a de esconder a cabeça num buraco, tal qual se diz da avestruz diante de um inimigo ou em dias de tempestade, é também norma típica dentre muito educadores (em tempo: a história da avestruz covarde é fictícia. Nem ela é um animal tão estúpido assim) “Problemas? Que problemas? Problemas? Minha escola? Problemas? Eu? Eu não tenho problema algum...” Admitir um mistério implica resolvê-lo, o que implica muito trabalho, ou no mínimo uma mudança significativa de postura diante de si, do mundo, da vida. E muitos professores (sic) simplesmente não querem isso. Optaram (aí sim, resignadamente) por aguardar de forma ansiosa pelo dia de sua sonhada aposentadoria para, então, deixarem de ser professores.O que ainda salva a nós, professores, nesses dias de eterna tempestade nesse imenso mar de calhaus são as boas presenças e lembranças dos nossos (ainda, muitos) bons alunos, que nos fazem acreditar que o nosso sonho de um mundo digno ainda é possível. Mas há de se dizer, desses bons alunos, um número cada vez menor se vê abraçando a docência como destino. Fica a pergunta: sem professores, onde estará o nosso futuro?"
Josafá Santos é historiador e especialista em educação.

sábado, 12 de setembro de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=42MugNVgQHI&NR=1






O título um endereço/site? A professora Cristina pirou?



Para quem me conhece sabe que quebrar a linearidade é uma de minhas características. Só Rorty explica, Freud cansou!



Na verdade, são dois sites que convido aos leitores à reflexão sobre o tema "formação docente".
Os vídeos servem para compartilhar com os meus amigos leitores, gente séria da educação e, para mostrar que todos nós temos referências. A professora que aparece nestes endereços é uma fonte de inspiração constante para eu me rever enquanto intelectual e na condição de professora. E, aqui compartilho com todos vocês, essa professora dos tempos de doutorado da PUCSP, que me proporcionou um dos melhores momentos de estudos-aprendizagem nas disciplinas seminário de pesquisa I e II.
Ficam as perguntas:
O que estamos fazendo para aproximar teoria e prática?
O que conhecemos para dar conta do ensino-aprendizagem atual?
As ciências que praticamos bastam para ensinar?
Com revisões constantes é que me pergunto se o que conheço de ciência, de filosofia, de sociologia, de psicologia e de história me basta para pensar-fazer educação. Em especial, se estes conhecimentos são suficientes para que eu dê conta e razão das aulas de metodologia da pesquisa e de didática. A cada novo conhecimento percebo um fio que ainda precisa ser tecido. A incompletude toma conta do meu pensamento e sinto a necessidade de compartilhar com colegas professores, cientistas, filósofos, sociólogos e outros interessados no assunto para continuar a minha insistente caminhada de educador inquieta e a ser feita. Apesar de muitos saberem que ministro aulas de metodologia de pesquisa e de didática, poucos sabem que elaborei um material técnico-instrumental de reflexão para o ensino de metodologia da pesquisa de modo pragmático a partir da experiência vivenciada em sala de aula desde 1999 nas duas disciplinas. Para quem se interessar é só solicitar que envio para apreciação/julgamento/critica.